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Guia para Famílias

Como são as primeiras semanas de fisioterapia em casa

O que separar para a primeira visita, como a frequência é definida e como perceber, no dia a dia, se o tratamento em casa está funcionando.

Dra. Rejane Fiori
Dra. Rejane Fiori CostaCREFITO 155309-F | Responsável Técnica
27 de Outubro de 20266 min de leitura
Como são as primeiras semanas de fisioterapia em casa

"Quantas sessões vai precisar?" é quase sempre a primeira pergunta da família, e a resposta honesta é: depende do que a avaliação mostrar. O que dá para explicar desde já é como o caminho costuma ser, o que fica a cargo do fisioterapeuta, o que fica a cargo da casa e quais sinais mostram que as coisas estão andando.

O que separar antes da primeira visita?

Não é preciso comprar nada nem mudar móveis de lugar. Ajuda muito deixar à mão:

  • •relatórios médicos, exames recentes e resumo de alta, se houve internação;
  • •a lista de remédios, com horários;
  • •uma roupa confortável e o calçado que o idoso usa no dia a dia (o de verdade, não o mais bonito);
  • •óculos e aparelho auditivo, se ele usar;
  • •alguém da família ou o cuidador por perto, para contar a rotina e ouvir as orientações.

O que acontece na primeira visita?

A primeira visita é uma avaliação. O fisioterapeuta conversa sobre a história do problema, observa como o paciente levanta, anda e se equilibra e conhece os lugares da casa por onde ele circula. O banheiro e o caminho da cama até ele recebem atenção especial, porque é ali que acontece boa parte das quedas.

No fim, a família recebe os objetivos do tratamento e uma proposta de frequência. Detalhamos isso no artigo sobre o que é avaliado na fisioterapia domiciliar.

Quantas vezes por semana?

A frequência é definida a partir da avaliação e muda ao longo do tratamento. Quem acabou de sair do hospital ou de uma cirurgia costuma precisar de um acompanhamento mais próximo no começo. Quem está numa fase de manutenção pode espaçar as visitas.

Como costumam ser as primeiras semanas?

O começo é de conhecer o corpo e ganhar confiança. Os exercícios partem do que o paciente já consegue fazer e avançam aos poucos: sentar e levantar, passar da cama para a cadeira, ficar em pé com segurança, dar os primeiros passos pelo quarto, depois pelo corredor.

Nos primeiros dias, um cansaço leve nos músculos pode aparecer, como acontece com qualquer pessoa que volta a se exercitar. Dor forte, falta de ar, tontura ou inchaço não fazem parte disso: se aparecerem, avise o fisioterapeuta e procure o médico.

Nessa fase, a família aprende o que pode repetir entre as sessões e o que é melhor deixar para o momento com o profissional.

Como saber se a fisioterapia está funcionando?

Nem sempre a evolução aparece de uma vez. Ela costuma surgir em detalhes que a família percebe antes do próprio paciente:

  • •levanta da cadeira com menos ajuda, ou sem apoiar as mãos;
  • •caminha uma distância maior antes de cansar;
  • •vai ao banheiro sozinho com mais segurança;
  • •reclama menos de medo de cair;
  • •volta a fazer algo que tinha parado, como regar as plantas ou sentar à mesa.

O fisioterapeuta também repete alguns testes da avaliação de tempos em tempos. Assim dá para comparar com números, e não só com impressões, e ajustar o plano quando algo não avança.

Quanto tempo leva a recuperação?

Não existe um prazo único. O tempo depende do motivo da fisioterapia (uma cirurgia, um AVC, uma queda, uma doença que avança devagar), de como o paciente estava antes, de outras doenças que ele tenha e da regularidade das sessões e dos exercícios em casa. Em algumas situações o objetivo é recuperar o que se perdeu; em outras, é manter a independência pelo maior tempo possível. As duas coisas têm valor.

O que dá para pedir ao fisioterapeuta é clareza: quais são os próximos objetivos e quando será a próxima reavaliação.

O papel da família

A fisioterapia acontece por uma hora, e o resto do dia também conta. Pequenas atitudes fazem diferença: deixar o idoso fazer sozinho o que ele já consegue, manter o caminho até o banheiro livre e iluminado à noite e lembrar dos exercícios combinados sem transformar isso em cobrança.

Dra. Rejane Fiori Costa, fisioterapeuta responsável técnica da DomMov

A Dra. Rejane Fiori (CREFITO 155309-F) é a fisioterapeuta responsável técnica da DomMov, com mais de 16 anos de experiência em reabilitação e atendimento domiciliar. Atende adultos e idosos em casa, em Salvador e Lauro de Freitas.

Conheça a Dra. Rejane

Perguntas frequentes

Quantas sessões de fisioterapia domiciliar são necessárias?

Depende da avaliação: do motivo do tratamento, de como o paciente está e dos objetivos combinados. A frequência é revista nas reavaliações e costuma diminuir quando o paciente ganha autonomia.

Preciso preparar a casa antes da primeira visita?

Não é preciso reformar nada. Separe exames, a lista de remédios, roupa confortável e o calçado do dia a dia. As adaptações da casa, quando necessárias, são orientadas depois da avaliação.

É normal sentir dor depois da sessão?

Um cansaço leve nos músculos nos primeiros dias pode acontecer. Dor forte, falta de ar, tontura ou inchaço não são esperados: avise o fisioterapeuta e procure o médico.

Como sei se o tratamento está dando certo?

Observe a rotina: levantar com menos ajuda, andar mais, ter menos medo de cair. O fisioterapeuta também repete testes da avaliação para comparar a evolução.

Quer saber como seria no caso do seu familiar?

O primeiro passo é uma avaliação em casa com a Dra. Rejane Fiori, em Salvador ou Lauro de Freitas.

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